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O Grande Filtro da Cultura: Por Que Se Profissionalizar Virou a Única Saída Para a Sua Arte Não Ser Engolida Pelo Mercado?

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Se você acredita no discurso de que "basta a arte e o projeto serem bons para o patrocínio aparecer" ou que "pra fazer cultura não precisa ser bom(a) em gestão", é melhor se preparar para o impacto. Hoje, o mercado cultural brasileiro ativou um mecanismo implacável de seleção natural. Uma enxurrada de dinheiro foi injetado no setor, mas o Ministério da Cultura mudou a fechadura do cofre. Com a descentralização histórica de verbas e a consolidação do Novo Marco do Fomento, a gestão técnica, conhecimento burocrático e o entendimento de mercado tornaram-se o único escudo capaz de proteger, e até mesmo escalar a sua carreira.


A realidade atual é essa. "Não falta dinheiro para a cultura", falta CNPJ qualificado para recebê-lo. Quem insistir em operar na base do amadorismo, formatando projetos no Word e prestando contas com notas fiscais de papelaria, infelizmente, vai ver sua arte sendo sumariamente engolida por produtoras (e MEI's) que entenderam que a arte, para ganhar escala e atingir todas as pessoas, precisa de uma engenharia profissional por trás.


A Muralha: Onde os Amadores da Cultura Morrem e Profissionais da Arte Faturam


O Marco do Fomento e o Fim da Era da "Malandragem Burocrática"


Como bem pontuou a Ministra Margareth Menezes em uma entrevista à Folha de São Paulo recentemente, "só não gosta do Marco do Fomento quem não faz cultura". E por que essa frase é a mais pura verdade dos bastidores? Porque o novo marco regulatório separou definitivamente os adultos das crianças. Ele destruiu a burocracia punitiva e burra (aquela que rejeitava as contas de um projeto inteiro porque faltou o carimbo em um recibo de táxi) e instaurou a prestação de contas por objeto e resultado.


Isso significa que, se você entregar o filme, o festival ou a peça com a excelência técnica que prometeu no contrato, a sua obrigação está cumprida. O risco jurídico despenca.

Porém, essa flexibilidade na saída exige um rigor brutal na entrada. Para ter o privilégio de ser avaliado "pelo objeto", a sua formatação jurídica, o seu plano de trabalho e a sua inteligência fiscal precisam ser impecáveis desde o dia zero. O Marco do Fomento é um paraíso para o produtor profissional que tem método, e um moedor de carne para o amador que improvisa. As corporações sabem disso e, a partir de agora, só assinam cheques milionários para quem joga sob essa nova regra de segurança total.


O Apagão Técnico e o Dinheiro Parado nos Municípios


Enquanto a massa de produtores(as) e fazedores(as) de cultura se esmagam disputando os mesmos três editais saturados nas grandes capitais, o Governo Federal ativou a maior descentralização de verbas da história. Através da pactuação federativa e do Sistema Nacional de Cultura, bilhões foram transferidos diretamente para as contas de estados e municípios do interior.


Tá, mas aonde mora o problema e a solução que eu posso ofertar? Há um apagão técnico devastador na maior parte das prefeituras. Secretários de cultura de pequenos municípios estão com as contas recebendo dinheiro, mas morrem de medo de lançar editais malfeitos, travarem no Tribunal de Contas da União (TCU) e responderem por improbidade administrativa. Eles não têm equipe técnica suficiente para executar a verba.


É aqui que surge essa oportunidade para você. Quando você tem um CNPJ (ou MEI) blindado e domina a formatação técnica de alto nível, você tem a capacidade técnica para bater na porta da prefeitura entregando uma solução de execução orçamentária. Você entrega o projeto, a inteligência jurídica e a garantia de que as contas daquele município serão aprovadas em Brasília. Você resolve a dor do(a) gestor(a) público(a) e, em troca, absorve orçamentos praticamente sem concorrência.


Não é simples, não do dia para noite. Mas, para quem trabalha com arte e cultura e deseja que essas sejam levadas para o maior número de pessoas, que é o objetivo real, precisamos entender que o jeito de fazê-las mudou enormemente. Novos modos de captar e dar oportunidades surgiram. É nosso dever, como trabalhadores e trabalhadoras da arte e da cultura, se adaptar a isso, para garantir que todas as pessoas possam usufruí-las, além de termos a possibilidade de vivermos com dignidade, podendo viver do que produzimos!


A Sua Arte Refém da Gestão?


A pior dor que um(a) artista ou produtor(a) criativo(a) pode sentir é ver uma ideia medíocre de um concorrente receber 5 milhões de reais em patrocínio apenas porque a produtora tinha um departamento jurídico e contábil melhor que o seu.


A sua arte, por mais brilhante que seja, é intangível. O que o mercado compra, o que o governo financia e o que o(a) diretor(a) financeiro(a) que patrocina é o veículo jurídico e técnico que envelopa a sua arte. Se você não se profissionalizar para construir esse veículo, a sua arte vai continuar sobrevivendo de migalhas, enquanto os chamados "tubarões" do mercado ficam com os contratos. O mercado cultural tá perdendo para aventureiros(as). Ou você senta na mesa com autoridade, dominando as regras tributárias, o mercado e a gestão de editais complexos, ou você estará fora do jogo antes mesmo dele começar.


É pensando nisso, para ajudar e capacitar todas as pessoas da arte e cultura para terem essas mesmas ótimas oportunidades, que criamos o "Profissionalizante em Produção Cultural Desenvolvimento Artístico", o primeiro EAD reconhecido pelo Ministério da Educação! É o treinamento definitivo de engenharia técnica, jurídica e financeira para quem decidiu que quer se estruturar na difícil economia criativa. Nós entregamos o método exato que as maiores produtoras do Brasil usam para dominar o Novo Marco do Fomento, absorver as verbas descentralizadas e fechar patrocínios.


O filtro do mercado já começou!


 
 
 

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