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A Nova Cara da Cultura: Sua Arte e Sua Produção São Fortes Na Sua Região?

  • 14 de jul.
  • 4 min de leitura
A imagem de fundo registra um momento de celebração em um palco com fundo escuro. Da esquerda para a direita, a Ministra da Cultura, Margareth Menezes (vestindo blazer azul e blusa rosa), o Presidente Lula (usando camisa escura e um chapéu panamá branco) e uma mulher sorridente com blusa clara de um ombro só, interagem juntos de forma bastante descontraída e alegre, parecendo acionar um dispositivo ou apertar um botão em um púlpito. O texto sobreposto, em letras brancas, serve como título do post: 'A NOVA CARA DA CULTURA: SUA ARTE E SUA PRODUÇÃO SÃO FORTES NA SUA REGIÃO?'. No canto superior direito, há a palavra 'BLOG' em azul-claro e o logotipo do 'Desenvolvimento Artístico', que é uma lâmpada estilizada preenchida com círculos coloridos vibrantes.

Se você parar para conversar com dez artistas ou fazedores(as) de cultura fora do grande eixo, a história quase sempre se repete. Existe uma paixão avassaladora pelo que fazem, uma entrega técnica impecável nos palcos e nos bastidores, mas, no fim do mês, a conta teima em não fechar. A sensação de que a cultura precisa ser um "projeto paralelo" ou de que as oportunidades só acontecem longe do seu território gera uma frustração silenciosa, mas constante.


E aqui vale um parêntese essencial. Está tudo bem você ser artista, criativo(a) e querer apenas se expressar. A sensibilidade é a matéria-prima do nosso setor. Mas precisamos ter uma conversa franca. Se o seu desejo é viver da sua arte, ser bem remunerado(a) por isso e conseguir sustentar você e ou a sua família com dignidade e ver seus projetos culturais crescerem de forma sustentável, o amor não é o suficiente. Se for só pelo amor, a arte vai ser sempre um hobby. E hobby custa caro.


Para que a cultura seja respeitada e valorizada como a profissão que ela de fato é, o caminho precisa ser trilhado com profissionalismo. A boa notícia é que o MinC e o mercado cultural desenharam uma nova e maior rede de segurança técnica para quem produz de forma regional. Agora, parar de olhar para o macro e usar a força do seu próprio território será essencial e fundamental para dar constância financeira à sua carreira.


O Fim do Eixo e a Força do Cotidiano Local


Durante décadas, o mercado cultural brasileiro sofreu com uma centralização asfixiante. Parecia que o dinheiro só circulava nas principais capitais e que, para ter sucesso, o produtor regional precisava "migrar" ou copiar fórmulas estéticas de fora.


Esse cenário mudou por completo. As políticas públicas do Ministério da Cultura e os grandes patrocinadores privados entenderam que a verdadeira riqueza do país está na descentralização. Um exemplo prático e histórico disso é o regulamento da Seleção Petrobras Cultural de R$ 270 milhões, a maior da história do Brasil, que carimbou uma cota obrigatória de no mínimo 15% de recursos por região e exigiu a realização de atividades em todos os estados do Brasil.  


O dinheiro precisou migrar para as regiões por um motivo simples. A cultura de um povo não é formada apenas por produções de elite ou grandes espetáculos abstratos. Como diz o antropólogo José Luiz dos Santos, a cultura está viva nas manifestações do cotidiano, nas expressões linguísticas regionais, na culinária local e nas festas tradicionais que reúnem a comunidade.  


Então, se o dinheiro agora busca o regionalismo, por que você ainda está gastando energia tentando criar propostas que imitam os grandes centros? Sua maior força comercial está na autenticidade da sua própria região!


Cultura vs. Identidade: Por que o seu público quer se ver no seu palco


A sociologia contemporânea nos mostra que a identidade de uma pessoa não é uma estrutura fixa, mas sim fluida e construída por meio das relações e das experiências sociais que ela vive no seu dia a dia, ou seja, nós construímos quem somos a partir das referências que o nosso meio nos fornece. E é exatamente aqui que a sua arte regional se torna um ativo valiosíssimo.


A cultura fornece as referências coletivas, e a identidade é como o indivíduo assimila essas referências e se reconhece dentro de um grupo social, o que torna sua conexão com o público ainda mais forte. Além disso, quando você produz, por exemplo, uma feira literária, um festival de música regional ou um circuito de teatro no seu estado, o seu público local não consome aquilo apenas como "entretenimento". Eles também participam porque encontram ali um espelho de quem eles são. É o pertencimento que gera engajamento real.  


A sua arte é forte na sua região porque ela toca na identidade profunda das pessoas do seu território. Grandes patrocinadores e editais estão desesperados para se conectar com essa verdade local, porque sabem que a atenção e o carinho do público estão onde a identidade é legítima. Mas eles só vão entregar o dinheiro para quem demonstrar que sabe gerenciar esse ecossistema com maturidade.  


O Combate ao Preconceito através do Rigor Técnico


Infelizmente, o Brasil ainda carrega um preconceito estrutural que tende a rotular a arte regional como "folclore comunitário de menor valor", enquanto as produções do eixo central são tratadas como "indústria de alta performance".   E como nós, trabalhadores(as) da cultura, quebramos esse estereótipo? Com profissionalismo extremo.


Quando você decide formalizar sua estrutura, abrir uma produtora, dominar a engenharia fiscal das leis de incentivo locais e apresentar orçamentos impecáveis, você tira do seu projeto da gaveta do "hobby amador" e o coloca no patamar de negócio cultural respeitado.


A profissionalização é o escudo que protege a sua sensibilidade. Sem processos organizados, a sua energia é drenada apagando incêndios administrativos, impedindo que você crie com liberdade. Para fortalecer a sua captação regional, você precisa parar de vender "intenções" e passar a vender "evidências". Acesse o painel de dados oficiais do Boletim SNIIC (Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais) do seu Estado. Identifique onde estão os pontos críticos de acesso da sua região (ex: falta de salas de cinema, poucos festivais de dança). Quando for montar a sua proposta, use esses dados para provar que o seu projeto resolve uma carência social e cultural real mapeada pelo próprio Governo. Isso transforma seu projeto artístico em uma solução de mercado incontestável.


É Hora de Tratar a Sua Profissão com a Seriedade Que Ela Merece


O mercado cultural foi resetado e a linha que divide o mercado cultural amador do mercado cultural de alto nível nunca esteve tão espessa. Insistir em velhas fórmulas jurídicas, propostas amadoras e abordagens românticas vai continuar estagnando sua carreira na arte e cultura. O mercado corporativo, público e institucional tem bilhões de reais para injetar, mas ele só assina contratos com quem demonstra maturidade técnica absoluta e atualizada.


A Desenvolvimento Artístico foi desenhada com todo o necessário para te tirar da zona de improviso e te colocar no comando da sua carreira na economia ciativa. Aqui, você aprende a engenharia jurídica real, a gestão financeira de alto impacto e a inteligência fiscal que exigem para liberar captações e patrocínios maiores.


Adquira a ÚNICA qualificação técnica online e reconhecida pelo MEC que as maiores produtoras do país utilizam para dominar o setor!


 
 
 

4 comentários


O tal Felipe Guimarães sequer fala comigo e nem falou quando ocupado 9 meu lugar no meu evento ele tentou por 8 anos e nunca fez nada além de uns filmes chuleca...

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Minha vida estaguinou

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Boa tarde! Adoeci e me atirei as drogas álcool... Após ser Sabotado pela secretaria de cultura do Estado de Alagoas a secult - AL em 2019 consegui fazer o CTAv e minha amiga Clélia Bessa vir dar o Primeiro Curso de Formação Audiovisual Profissional com Certificado Da Ancine CTAv . https://mcproducoes.art.br

E foram seis Oficinas Até a Famosa Júlia Priole de Amazon e Net Flix script doc mais na minha Vernissage fui sabotado colocaram 190 pessoas para eu ficar fazendo as inscrições que era realizado pela Secult e no por mim que Sou Diretor de produção... Só passado três horas me dei conta que o local só tinha capacidade para 80 pessoas...

Quem ficou discursando na minha cadeira foi o…

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Respondendo a

Sou Pioneiro no Audiovisual Profissional em Maceió e Arapiraca, para além de ter realizado intercâmbio com Sepactur de Olinda levava artistas para o carnaval mais como envolve política estou bloqueado em Olinda Fundarpe e fundação da prefeitura de Recife

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